quarta-feira, 28 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

RECUERDOS

para amenizar o calor do verão...
Conviver intensamente com um grupo de pessoas focadas em seu aprendizado e motivadas para experimentar, questionar e buscar uma linguagem através da qual possam exprimir suas inquietações artísticas (e humanas) é uma dádiva! Deveria ser corriqueiro para todos nós... mas sabemos que a 'máquina do cotidiano' nos move brutalmente nos afazeres da vida citadina. 
De qualquer forma, não devemos nos esquecer da sensação de liberdade criativa que nosso convívio proporcionou, com a certeza que, de vez em quando, é preciso parar...respirar fundo e olhar ao nosso redor com os olhos bem abertos... 
1° dia - reunião para apresentação dos participantes

turma 01 e 02 - janeiro de 2012

sábado, 10 de março de 2012

Linda foto... lindo dia... linda experiência!!!



Essa foto é para apresentar as pessoas que trocaram experiências durante 8 dias nesse lugar tão maravilhoso com uma equipe tão gratificante!

Tamara Couto
Cecília Ripoll
Ivan Faria
Maysa Carvalho
Izabela Quint

=]

domingo, 4 de março de 2012

A possibilidade narrativa na Máquina de Goldberg


Das muitas coisas que ficaram ecoando na minha cabeça depois da vivência artística com a Caixa do Elefante -Teatro de Bonecos, uma delas foi a tal Máquina de Goldberg.Fiz uma pequena pesquisa e escrevi alguns pensamentos que gostaria de compartilhar com vocês. Espero que gostem e que tenha alguma serventia. 
Uma máquina de Rube Goldberg é uma máquina que executa uma tarefa simples de uma maneira extremamente complicada, geralmente utilizando uma reação em cadeia. Essa expressão foi criada devido ao cartunista americano e inventor Rube Goldberg, autor de diversos dispositivos com essa base de funcionamento. Rube Goldberg ( 4 de julho de 1883 a 7 de dezembro de 1970) foi um artista plástico, cartunista e escultor norte-americano.
O que primeiramente chama atenção nessas máquinas é a ideia de que elas são confeccionadas para resolver questões simples de maneira complicada. Esta é uma das premissas do palhaço, do trabalho do clown. Já neste paralelo revelam-se diversas possibilidades cênicas, como o humor, o conflito e o desenlace.
Outro aspecto interessante dessas máquinas são suas composições formais. Geringonças da mais alta categoria,conjugando elementos que despertam o interesse da assistência. A escolha desses objetos se mostra fundamental para o interesse cênico dessas estruturas. Primeiramente por tirá-los de seu status cotidiano, conferindo-lhes funções extraordinárias; mas também por especificar um universo pela escolha dos objetos. Por exemplo: uma máquina para regar plantas que composta com objetos de jardinagem, ou uma máquina para servir cerveja feita com objetos de bar e cozinha.
Todos esses fatores contribuem para que uma Máquina de Goldberg seja uma imagem muito forte, mais ainda quando se põe em ação. Nesse momento tocamos num aspecto muito importante dessas estruturas: o movimento.  Depois que a máquina é “ligada” por um elemento externo (humano, animal, ou ocasional, como o vento) toda a estrutura se articula de maneira autônoma. O efeito de reação em cadeia, já esquecido o start externo, faz com que se crie a impressão de que os elementos se movem por si só, por vontade própria. É nesse ponto que a Máquina de Goldberg se aproxima do Teatro de Animação. Em movimento, a máquina tem pulso (pelos movimentos ritmados e repetitivos) e tem direção (os “eventos” ocorrem dentro de um curso) criando um foco para o expectador. Além desses aspectos (que são condutores da leitura e por isso narrativos), podemos citar elementos que criam efeitos dramáticos, de tensão, conflito e desenlace. A tensão se dá quando, muito lentamente, um objeto precisa vencer seu próprio peso, ou sair do equilíbrio para manter a máquina em movimento. O desenlace é perceptível quando, ao fim, depois de tantas dificuldades vencidas, atarefa à qual a máquina se propunha é executada.
Após as breves considerações feitas, é possível imaginar que uma investigação prática da Máquina de Goldberg explorando suas possibilidades narrativas. Uma máquina,por si só,contadora de histórias.

Que alegría!

Que bueno Ivan que hicieras este blog. Me alegró muchisimo ver la invitación.
Me encanta que tengamos un espacio para volver a pasar por algunos lugares, y contarnos de nosotros. 
Hace un tiempo Susanita (nuestra representante de Unima, y digo nuestra porque es de todos!) me pidió que escribiera una carta sobre mi experiencia en el curso para publicarla en la hoja del titiritero si no me equivoco en abril. Quiero compartirla con uds... me parece que esta bueno para arrancar.
Un beso enorme a todos! Los tengo conmigo!

"Fue una gran alegría para mi saber que había sido seleccionada. Realmente tenía muchas ganas de hacer este curso, y por eso las expectativas eran enormes. Debo decir que fueron colmadas y superadas.
Al llegar a Porto Alegre tuve 10 horas de espera en la Rodoviaria. Fue mi primera espera larga y ahí empezó mi aprendizaje... nunca comas feijao en la Rodoviaria... seguro que te cae mal.
El viaje hacia Vale Arvoredo fue increíble, ir poco a poco entrando en aquel paraíso. Los caminos serpenteaban y morros, morros por todos lados. Era de noche y nos esperaban con una rica cena, velas, ricos aromas, empezamos a sentirnos mimados.
Todo el curso se dividió entre mucho conocimiento y contacto con la naturaleza. Estar ahí, lejos de todo, exclusivamente para aprender, para ejercitar, para entrenar. Era el ambiente ideal, el lugar ideal y las personas ideales.
Me encontré con un mundo nuevo de cosas. Poner en palabras y práctica lo que uno hace de manera intuitiva, encontrar respuestas, aprender nuevas formas. Volví con un caudal enorme de conocimiento.
Fue muy intenso, teníamos 9 horas de curso diario, era imposible pensar en otra cosa y eso nos permitió entrar en estado, tener un "viaje".
Los docentes eran tres, una perfecta combinación de los tres. Carol (García), con un trabajo físico en función de los muñecos, en la disociación, en el estado ideal para poder trabajar, Paulo (Balardim) con una cantidad de conocimiento teórico impensable, una interpretación y un amor por el teatro de muñecos enorme y Mario (De Ballentti) con una manipulación impecable y consiente que le permitió transmitir con mucha claridad. Con esa combinación no se puede fallar!


Tenían todo pensado, desde las sesiones de cine a la noche, el fogón gigante, los paseos por las cascadas y el baño en el río. Claro que también el camino que el curso iba tomando, fue avanzando con nosotros, nos hicieron avanzar con él.
Debo decir también que me tocaron unos compañeros increíbles, con mucha buena onda y una gran mucha disposición. Teníamos muchas ganas de aprender.
Un capitulo aparte fue para mi el idioma, un viaje... yo era la única que hablaba español. Si bien por momentos fue difícil también fue muy divertido.

Estoy francamente muy agradecida, con UNIMA por otorgarme la beca y con Caixa do Elefante por abrirme un camino y ser tan profundamente generosos con las transmisión de conocimiento.
Nunca voy a olvidar esta experiencia, y a partir de este momento van a estar en cada uno de los espectáculos en los que participe.

Gracias! Gracias! Gracias!
"